Forssel busca negociação para evitar greve

ITANHAÉM

Forssell pede comprovação dos números das perdas salariais que será entregue no próximo dia 31

Respondendo ao ofício que comunicou o estado de greve dos servidores públicos de Itanhaém, o prefeito de João Carlos Forssell optou pelo bom senso, oficializando a negociação e diálogo com o SISPUMI. A reunião aconteceu na tarde de hoje (24/08), às 16:30 horas, no paço municipal com a presença da diretoria do sindicato, representantes da comissão de greve e de vereadores da Comissão Especial que analisa o Projeto de Lei de Plano de Carreira, além do presidente do Grêmio Recreativo de Itanhaém e assessores do prefeito.

Ao iniciar a reunião Forssell pronunciou frases para demonstrar disposição em resolver os problemas dos servidores e minimizar o risco de deflagração de greve, dizendo; “Greve que nada, nunca teve isto em Itanhaém” e “Estou aqui para dar o que é de direito aos servidores, dentro do permitido pela Lei de Diretrizes Orçamentária”. Desta maneira o prefeito passou a ouvir as representações que expôs como principal motivo às perdas salariais e secundariamente, a implantação do Plano de Carreira com participação dos principais interessados, os servidores.

Ficou estabelecido que no prazo de sete dias, as partes voltam à mesa de negociação, desta vez para o SISPUMI apresentar com dados técnicos e estatísticos os números que comprovem as perdas salariais que os servidores sofreram nos últimos anos, para serem confrontados com os números a serem apresentados pelo departamento de Recursos Humanos da prefeitura.

Conforme explicou ao prefeito, o Coordenador Jurídico do SISPUMI, Doglas Figueiredo da Silva, os dados já haviam sido apresentados em ocasião anterior, mas serão atualizados. Os índices considerados foram baseados pelo INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor. O INPC é o índice adotado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e foi criado inicialmente com o objetivo de orientar os reajustes de salários dos trabalhadores com o objetivo de oferecer a variação dos preços no mercado varejista, mostrando, assim, o aumento do custo de vida da população.

Apesar das declarações do prefeito para demonstrar boa vontade em atender o pedido dos servidores, outras declarações foram feitas pelo prefeito, sugerindo que a negociação pode caminhar para uma proposta insatisfatória, caso não acate os índices a serem apresentados no próximo encontro, no dia 31/08.

Definido a data para apresentação dos dados para comprovação das perdas salariais, a conversa tornou-se menos formal e o prefeito foi lembrado das pautas de reivindicações 2009/2010, quando se comprometeu a atender o acordo firmado na época. O presidente do SISPUMI, Jorge R. Coyado, mencionou que alguns tópicos do acordo chegou a ser pago no primeiro mês, mas foi interrompido nos demais meses. Em resposta Forssell alegou que não formalizou a proposta do acordo e evocou a gravação feita pela assessora de imprensa do SISPUMI, onde segundo o prefeito, não garantia o cumprimento do acordo.

O recurso de gravação adotado pela jornalista é comum para auxiliar a edição do conteúdo e teor dos fatos a serem divulgados, o texto da matéria elaborado e editado pela própria assessora, durante a reunião das reivindicações 2009/2010, está disponível aqui no site, com o título: Prefeito assume compromisso com servidores e, independente da divulgação da gravação, possui a credibilidade assegurada a profissional de imprensa, a qual Forssell questiona.

Ao ser questionado por um membro da comissão de greve sobre os benefícios dos servidores, como a cesta básica, Forssell repudiou a hipótese de atendimento, explicando não ser possível e exemplificou dizendo: “Caso tivesse que dispor de R$ 50,00 para cada servidor resultaria em uma receita de 200 mil Reais. Teria que demitir cinco médicos para gerar esta receita”. Como resposta foi proposto que ao invés de ‘demitir médicos’ haveria a possibilidade de enxugar o quadro administrativo reduzindo o número de funcionários que ocupam os cargos de confiança ou os comissionados. Mostrando-se indignado, Forssell reforçou que tal atitude é exclusiva e um direito legal que compete a ele como chefe do executivo e nada, além do que é de direito do servidor será concedido.

Apesar da declaração ser meramente ilustrativa, Forssell deixa explícito em sua escala de prioridades que o direito legal concedido ao chefe do executivo sobrepõe a qualidade de vida dos munícipes e dos que pela cidade trabalham.

 

Jornalista Alexandre de Oliveira – Mtb 41.043/SP

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